sábado, 18 de março de 2017

Projeto educacional?

    Estou abismado com o conteúdo de algumas novelas que atualmente são exibidas na televisão. Quero crer que não existe um plano, de mentes maquiavélicas, em busca de seres humanos bem piores do que até agora tínhamos. Quero crer... Mas está difícil.
    Quem presta atenção à essência desses roteiros novelísticos obriga-se a algumas indagações. Por que ensinar tanta maldade em um mundo que está a clamar por socorro? Já não é suficiente a ameaça, de bandidos de todas as espécies, que nos impede de sair em busca de um ar puro nas ruas? Você não acha que passou da hora de encontrarmos um antídoto à violência que nos priva do privilégio da plena felicidade?
    Há na televisão um verdadeiro laboratório do mal. Quem opta pelo caminho do bem, ao assistir essas histórias, chega ao cúmulo de pensar ser um fracasso. É! A pessoa pode concluir que, trilhando o caminho do recato, chegará a lugar nenhum. Na televisão, conforme ditam as novelas, triunfa quem se habilita na articulação do mal. 
    César, João Amaro, Sinhá, Lázaro, Léo Régis, Diana... Através deste nomes temos aprendido como ser eficazes na prática do mal. Como destruir pessoas sem qualquer punição. Como ganhar toneladas de dólares sem sair de casa. Até como manter criminosos cassinos em solo brasileiro. Pode não ser um plano... Porém: quem assiste uma "inofensiva novelinha" das 19 horas pode receber, no final, um certificado de capacitação. Capacitação para o mal.
    IMPORTADOS
     Alguém poderia dizer: "O mal e o bem estão presentes no universo literário. Em livros. Em filmes. Em novelas. Até em histórias infantis". Sim! O mal na dosagem certa, sem conotação didática, ajuda o ser humano a se inteirar totalmente da realidade. O que prejudica e ameaça é uma indisfarçável intenção de tornar o ser humano cada vez pior. Quem assistiu a série Harry Potter sabe o que é um conteúdo bem dosado. Uma essência construtiva. Então: por que nos bombardear, em horário livre, com a máxima doutrina do mal? 
    Devo ter assistido à grande maioria das comédias românticas produzidas nos Estados Unidos da América para consumo no Brasil. Em nenhum momento aprendi, nesses filmes, alguma coisa que me desse luz para o caminho do mal. Essas produções, por alguns bem criticadas, nos permitem só entretenimento. Servem até como ingrediente para serenidade do espírito. A gente ri, às vezes fica bravo, até chora... Só que, no final, o que fica é a mensagem do "feliz". 
    Verdade... As comédias românticas provenientes de solo norte-americano nos ensinam a vivenciar o bem e o mal. Contudo: o mal acaba sendo motivo de chacota. É o bem que triunfa. A gente termina de assistir um filme sem perder pelo menos a ilusão de que o mundo pode ser divertido e até bom. Meus aplausos para os filmes/séries dos Estados Unidos da América. Meu humilde repúdio a essa podridão que o mais poderoso sistema de comunicação brasileiro produz atualmente. 
    Perdoe-me se você tem alguma restrição ao que aqui coloco. Preciso, contudo, lhe falar de uma linha filosófica que tem apontado excelentes resultados. Diante da necessidade de tomar decisão costumo lançar a situação ao cérebro e verificar onde pode estar o erro. Não gasto muito raciocínio em busca do acerto. Invisto mesmo na enumeração do que pode ser erro. Quando concluo que há total inexistência do erro sigo em frente. E não correr risco de errar é o desvio integral da linha do mal. Tenho o hábito de afirmar: "De fazer o bem a gente não se arrepende".  

Projeto educacional?

    Estou abismado com o conteúdo de algumas novelas que atualmente são exibidas na televisão. Quero crer que não existe um plano, de m...