sábado, 20 de maio de 2017

Nomes que a gente não esquece (última parte)

    O jornalismo me conduziu a pontos de vista bem particulares. Através da observação e da descrição dos mais diferentes episódios adquiri condições para raciocínios filosóficos que conflitam com o convencional. Não há aqui qualquer apologia pessoal. Quero dizer, apenas, que às vezes meus entendimentos em nada se equiparam ao que a grande massa popular absorve e aceita. Não se trata de inteligência superior e, sim, do perceber do descortino de algo não perceptível para quem, involuntariamente, se anestesia a respeito da realidade que o cerca.
    Dou aqui um exemplo de pensamento conflitante... Acho um absurdo a legislação brasileira fazer um universo de restrições ao trabalho de quem tem menos de dezoito anos. Adquiri a convicção, por experiência pessoal, de que o trabalho, mesmo que cedo se mostre à vida da pessoa, é instrumento precioso para a chegada a uma profissão. Se eu não tivesse, aos quatorze anos feito parte de uma equipe de distribuição de jornal, certamente não seria o profissional convicto e corajoso de hoje. Galguei, dentro de uma empresa jornalística, todas as posições até chegar à conclusão de que já era hora de montar o meu próprio jornal. Montei e estou com ele (Correio Regional) até os dias de hoje. 
    POPULARIDADE
    Então, já lhe disse, tenho raciocínios nada plurais. Na padaria, dias atrás, observei pessoas na fila de atendimento. Elas não diziam que produto desejavam. Falavam quantidade. Um homem pediu: "Quero cinco" e a atendente lhe entregou um pacote com cinco pãezinhos tipo francês (na nossa região conhecido como cacetinho). Uma mulher falou: "Quero quinze" e recebeu um pacote com essa quantidade de pãezinhos tipo francês. Daí, com o meu tempo precioso de finais de tarde, concluí: "Poxa... Quanto feliz seria a pessoa que tivesse a popularidade do cacetinho (pão francês)."
    É! Eu resolvi que falaria hoje sobre a popularidade do pãozinho tipo francês. Então estou falando. Com isso quero dar uma ideia, de forma verbalmente bem ilustrada, do tamanho da popularidade de quem figura na série "Nomes que a gente não esquece". Se eu gosto... Sim... Se um chato como eu gosta é porque todo mundo gosta. Os meus inesquecíveis são uma inteligente unanimidade. A seguir você pode conhecer mais alguns deles... 
    - Argentino Alberton - Amigo do coração. Nasceu e se criou no interior de Não-Me-Toque mas soube conquistar também a cidade. É quem, como detentor de cadeira na Câmara de Vereadores, idealizou a construção do ginásio de esportes hoje denominado "Nenão" (Harry Alberto Erpen). Era um homem de coração enorme. Eu nunca precisei lhe dar qualquer explicação. Se chegava na casa dele uma cadeira na mesa de café, almoço ou janta me estava reservada. Guardo inigualável lembrança deste generoso ser humano. 
    - Ladiemir Scolari - O Miri era pessoa tipo pão francês... Popular... Amigo estimado... Indispensável na sociedade do seu tempo. Fomos, por mais de quinze anos, companheiros de diretoria no Grêmio Aquático de Não-Me-Toque. Era um sujeito irreverente, divertido, nada convencional, mas unanimidade no campo das simpatias. A alegria com o Miri se fazia presente em qualquer acontecimento. Um descendente de italianos extremamente querido em solo gaúcho
    - Silas Almeida - Este é o melhor vendedor que já conheci. Não é do tipo falante. É do tipo fiel. Com um bom dia, acompanhado do seu inconfundível sorriso, o Silas abria as mais difíceis portas. Aliás... É quem mais vendeu para o Correio Regional (em quase quarenta anos de história). Motivo: ele não vinha em busca de lucro e, sempre dava impressão, de que só nos desejava oferecer ajuda. É um amigo que ainda vejo por aí. Cercado de filhos e netos. Cercado de bons amigos. Quero que tenha por mim sentimentos como os que cultivo em relação a ele. Meu amigo Silas!!! 
    - Arlindo Hermes - Homem carismático e generoso faleceu aos quarenta anos. Estava apenas começando a sua experiência como prefeito de Não-Me-Toque. Antes disso tinha se destacado como líder empresarial. Foi fundador e diretor de uma das mais famosas lojas de eletrodomésticos e material de construção da Região do Alto Jacuí. Eu era um jovem sonhador e o Mão - como todos chamavam esse estimado cidadão - me ajudava com ideias e, é claro, uma boa fatia financeira em troca de publicidade para a sua empresa. Quiseram os céus levá-lo tão cedo. Ainda não entendo isso. Só sei que a estima permanece.
    - Hendrikus Mosselaar - Com ele fiz parte do grupo que criou a Associação Comercial e Industrial de Não-Me-Toque. Ele era o homem das finanças. Foi presidente e eu vice. Na ausência dele eu quebrava o galho. O seu escritório de contabilidade cuida dos interesses do Correio Regional até os dias presentes. A grande Paula Mosselaar Assink, filha do saudoso amigo, leva em frente os seus sonhos e o seu empreendimento. Meu amigo Mosselaar... Inesquecível... Homem honrado até demais.
    - Evaldo Harnisch - Pessoa oriunda do interior (São José do Centro/Não-Me-Toque), com toda habilidade para marcenaria, investiu no conhecimento acadêmico e fez a grandeza do Hospital Alto Jacuí (em Não-Me-Toque). Chegou à posição de professor de uma das mais importantes universidade do norte do Rio Grande do Sul. É, hoje, o feliz dirigente do CFC (Centro de Formação de Condutores) Alto Jacuí. Um homem ciente das suas aptidões. Coração sem tamanho. É um dos melhores amigos que cultivo desde o primeiro momento.
    - Carlos Alberto Bacher - O Betão!!! Este é um amigo acima do especial. Meu amigo Betão Bacher. Símbolo da melhor linha política em solo nacional. É aquele líder que, pelo coletivo, tira dinheiro do próprio bolso. Aposto no Betão desde que me revelou suas pretensões políticas. E quem fizer como eu não terá motivo de arrependimento. Betão é o cara. Eu voto no Betão até para presidente. Betão é amigo do peito e hábil construtor de uma boa sociedade. 
   TEM MUITO MAIS
    Chego à conclusão de que, se quiser falar de gente boa, vou ficar aqui por muitas semanas. ainda uma infinidade de nomes que me são inesquecíveis. Preciso, entretanto, pensar nos leitores deste blog. Talvez eles não estejam "nem aí" para os meus sentimentos pessoais. Então estou encerrando hoje a série "Nomes que a gente não esquece". Para não esticar muito o texto cito mais alguns que dispensam explicação: Arilton Teixeira, Jairo Miguel da Silva, Edson França, Paulo Finger, Renato Loeblein, Araci Ferrari de Pádua, Nelson Tramontini, Osvaldo Bianchin, Jorge Kehl, Antônio Carlos Gomes, Tito Marques, José Maria Medeiros, Jorge Estery e Marco Aurélio Simon. (Autor: Francisco de Campos - Todos os direitos reservados/Lei dos Direitos Autorais Nº 9610/98)

Nomes que a gente não esquece (última parte)

    O jornalismo me conduziu a pontos de vist a bem particulares. Através da o bs er vaçã o e da descrição dos mais difer entes episódio...